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Em 1994 um
novo rumo
surgiu para
Moçambique
e, não sendo
mais
necessário
lutar pela
implantação
dos valores
democráticos
no País com
recurso às
armas,
reconhece-se
que para as
grandes
tarefas da
construção
de um
Moçambique
democrático,
equilibrado
e
desenvolvido
se torna da
maior
utilidade a
organização
da sociedade
civil.
É assim que,
congratulando-nos
com o espaço
de liberdade,
de
participação
e de
responsabilidade
cívica agora
proporcionado,
um novo
partido
político se
forma na
expectativa
de
proporcionar
aos cidadãos
uma mais
ampla
abertura
para os seus
ideais. Essa
formação
política é o
PARTIDO PARA
A PAZ,
DEMOCRACIA E
DESENVOLVIMENTO,
abreviadamente
designado
por PDD.
1.
Reivindicando
a
necessidade
de se
construir em
Moçambique
um tipo de
sociedade
inspirada
nos melhores
valores
democráticos
e humanistas
do mundo
conhecido,
com o qual
queremos nos
identificar,
e capaz de
corresponder
aos íntimos
anseios de
cada um dos
moçambicanos,
o PDD abre-se
a todos os
cidadãos que
perfilhem os
ideais
democráticos
e de
liberdade,
de justiça e
de
solidariedade
e de estado
de direito,
para a
construção
de uma
sociedade
livre, onde
reine a paz,
a democracia
e o
desenvolvimento.
2. Ao
apresentar-se
como partido
na cena
política
moçambicana,
o PDD saúda
as restantes
organizações
partidárias
ou cívicas
existentes,
manifestando-se
aberta a um
diálogo
fecundo com
todas elas,
declarando-se
consonante
com aquelas
que se
proponham
construir
para
Moçambique
um futuro de
paz,
liberdade e
democracia
social, no
âmbito dos
valores
assentes no
primado do
Homem.
3. Antes de
mais, o PDD
representa
os cidadãos
que desejam
lutar pela
consagração,
em
Moçambique,
do humanismo
personalista,
sustentando
a
necessidade
de se
concretizarem
as
exigências
de progresso
em todas as
suas formas,
por
acreditar
ser, mais
que qualquer
outra
ideologia, o
melhor
caminho para
o combate da
exploração,
da opressão
do Homem e
da miséria
que vitima o
povo
moçambicano.
4. O Homem é
explorado
quando
sujeito a
autoridade
tirânica e a
imposições
abusivas,
quando a sua
consciência
é abafada e
manipulada,
quando o
aparelho
burocrático
do Estado o
asfixia e
lhe coarcta
a iniciativa.
O Homem é
oprimido
quando se
lhe veda o
espiritual e
a actividade
interior e
quando a sua
privacidade
é afectada e
decorre sem
a intimidade
ansiada. É
contra todas
estas formas
de
exploração e
opressão que
o PDD se
disponibiliza
para
congregar
vontades com
vista a uma
nova ética
da vida.
5. O PDD
representa,
igualmente,
todos os
moçambicanos
que lutaram
e desejam
para o País
uma redução
acelerada
das
desigualdades
sociais, um
rápido
progresso
económico e
social e uma
efectiva
participação
dos cidadãos
nas
diferentes
manifestações
da nossa
vida
colectiva.
Portanto,
substituirmos
a exclusão
social pela
inclusão
social.
6. O nosso
Partido
propõe-se,
por isso,
aprofundar
um sistema
baseado na
democracia
pluralista,
caracterizado
pela
garantia das
liberdades
individuais
e pela
participação
geral na
vida
política e
na gestão
dos
interesses a
todos os
níveis.
7.
Pretendemos
a
diversidade
dos partidos,
dos
sindicatos e
das
associações
de base e
rejeitamos
toda a
espécie de
ideologia
que possa
conduzir ao
partido
único. Assim,
o que
pretendemos
conduz-nos
ao Estado de
Direito
através da
democracia,
do
liberalismo
político e
da
tolerância
ideológica,
não
aceitando
totalitarismos
ou outras
formas que
desrespeitem
as minorias
e provoquem
a
discriminação.
8. Estes são
os
pressupostos
de uma
sociedade
livre,
humana e
responsável,
pelos quais
nos
bateremos,
razão pela
qual não
aceitamos
associar-nos
com quem
perfilhe
concepções
burocráticas
ou
autoritárias
da
organização
política,
económica e
social ou
que
comprometam
a liberdade
dos
trabalhadores
e dos
cidadãos em
geral.
9. A
vivência da
sociedade é
participada
e brota
enformada
pela
criatividade,
pela
iniciativa e
pela
descentralização,
pelo que
muita
atenção será
dispensada à
educação, à
saúde, à
cultura, à
investigação
e à formação
profissional,
sem as quais
o País
dificilmente
sairá de um
estádio de
subdesenvolvimento
e da miséria.
Só assim se
criarão
possibilidades
de lutar
pela
dignidade da
pessoa
humana na
concretização
do princípio
da igualdade
efectiva de
oportunidades.
10. As
desigualdades
sociais
serão
vigorosamente
combatidas e
propomo-nos
lutar pela
recuperação
dos atrasos
existentes,
designadamente
através de
uma política
de salários
mínimos, de
justiça
fiscal e de
sistemas de
segurança
social, de
saúde, de
educação, de
habitação e
de
transportes.
11. O
Partido para
a Paz,
Democracia e
Desenvolvimento
representa,
ainda, os
moçambicanos
que defendem
e apoiam a
iniciativa
privada, com
base na
solidariedade
nacional e
na
fraternidade
social. Ela
será
alargada a
todos os
cidadãos e
não
pertencerá
apenas ao
Estado mas,
do mesmo
modo, os
proprietários
e detentores
do grande
capital não
poderão
monopolizar
a capacidade
de
iniciativa
em
detrimento
dos
restantes
cidadãos -
todos terão
igualdade de
oportunidades
e actuarão
consoante as
suas
capacidades.
Desejamos
uma
iniciativa
privada
responsável
e entendida
na sua
função
social, ao
serviço de
todos e não
como
privilégio
de alguns.
12. Somos
pelo
robustecimento
da
autoridade
do Estado de
Direito, o
que exige o
funcionamento
democrático
das suas
instituições
representativas.
Não poderão
sobrepor-se
os
interesses
individuais
aos
interesses
colectivos,
devendo o
Estado
intervir em
sectores
onde a sua
presença
possa
exercer um
efeito
salutar de
promoção e
incentivo de
iniciativas,
estimulando
a iniciativa
privada e
suprimindo
os
condicionalismos
e restrições
que
embaracem o
desenvolvimento
harmónico,
no âmbito
dos
objectivos
colectivamente
definidos.
13.
Defendemos
um
entendimento
conducente à
protecção
dos pequenos
comerciantes,
industriais
e
agricultores
como
elementos de
radicação à
terra e
promoção
social das
populações.
A política
económica
que
defendemos
destina-se a
fazer de
cada
trabalhador
um
proprietário
em vez de
conduzir à
proletarização
de todos os
cidadãos.
14. Em suma,
o PDD propõe-se
representar
todos os
moçambicanos
que desejem
para a sua
Pátria um
governo
democrático,
responsável,
dinâmico e
eficiente.
Um governo
com o qual a
maioria do
País se
identifique,
capaz de
governar na
ordem
democrática,
apto para
executar um
programa que
receba o
apoio pelo
voto. Na
ordem
interna, um
governo que
defenda os
valores do
Homem
posicionando-o
como o
princípio e
o fim da sua
acção e, na
ordem
externa,
respeitando
os outros
povos e
nações, com
especial
relevo para
os povos
vizinhos e
os que falam
a nossa
língua,
procurando
com eles
acordos que
visem
benefícios
para
Moçambique,
nomeadamente
a integração
num Mercado
Comum e numa
organização
política que
congregue os
Estados da
África
Austral, bem
como no
fortalecimento
entre os
Países da
CPLP (Comunidade
de Países de
Língua
Portuguesa). |